• HUGO SENNA

Fake news têm causado mortes na Índia.


Na Índia, mais de 20 pessoas morreram nos últimos dois meses, vítimas de notícias falsas que viralizaram sobre a suposta presença de sequestradores de crianças.

Fake news não é um problema em partes isoladas em um país ou outro, é um problema mundial.

Na Índia após rumores espalhados nas redes sociais de que 5 pessoas eram traficantes de crianças, essas pessoas foram injustamente mortas, esse é o caso mais recente de uma crescente onda de linchamentos ligados a mensagens falsas, divulgadas nas redes sociais e tem deixado as autoridades preocupadas

A violência é alimentada principalmente por mensagens enviadas pelo WhatsApp. Os casos envolvem geralmente moradores de vilarejos, muitos dele usando smartphones pela primeira vez. Instigados por falsos alertas sobre quadrilhas de traficantes de órgãos, pessoas comuns e do bem (até então) passam a atacar inocentes, espancando-os até a morte.

Todo o mundo tem estudado leis e outros meios para combater esse mal.

Um modo que autoridades do interior da Índia arrumaram de lidar com o problema foi divulgando alertas e empregando velhos métodos, como a contratação de artistas de rua e “desfazedores de rumores” para visitar vilarejos e advertir a população do perigo, e numa ironia cruel, um dos próprios “desfazedores de rumores” foi linchado no Estado de Tripura, leste da Índia. 

Em Dhule, distrito do oeste da Índia, M. Ramkumar, superintendente de polícia disse “Procuramos combater a desinformação com campanhas agressivas nas redes sociais, WhatsApp e canais locais de TV” , foi nesse local que cinco mendigos nômades foram espancados até a morte por moradores que achavam que se tratava de sequestradores de crianças.

Recentemente, funcionários do WhatsApp – de propriedade do Facebook e com sede em Menlo Park, na Califórnia – introduziram na plataforma uma nova função que permite a líderes de grupos controlar membros que postem mensagens. A empresa também testa um projeto para classificar mensagens enviadas. Na índia, a proximidade das eleições gerais de 2019 contribui para a expansão do WhatsApp. Partidos políticos estão recrutando, aos milhares, “guerreiros do WhatsApp” – os quais, em alguns casos, também divulgam conteúdo incendiário.

Diferentemente do Facebook – no qual usuários podem ser rastreados e desativados por postar conteúdos que violem seus padrões –, o WhatsApp é mais difícil de ser monitorado porque as mensagens entre usuários são criptografadas. Mesmo assim, dizem críticos, poderia e deveria ser feito mais no caso da Índia, um país em que centenas de milhares de usuários estão entrando online pela primeira vez. 

O Google anunciou que está ampliando um programa já existente para ajudar jornalistas da Índia a treinar 8 mil repórteres, em sete línguas, em detecção e exposição de fake news criadas “no ecossistema específico de desinformação” do país, segundo Irene Jay Liu, chefe do Google New Lab para a região Ásia-Pacífico.

Fonte: Ehttps://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,india-testa-ideias-contra-fake-news-e-linchamentos,70002392351

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